IA integrada e foco em valor total marcam a virada do Supply Chain em 2026, aponta KPMG

IA integrada e foco em valor total marcam a virada do Supply Chain em 2026, aponta KPMG

Após anos de disrupções e instabilidades globais, 2026 deverá marcar uma mudança estrutural no papel do Supply Chain dentro das organizações. De acordo com a pesquisa “Key Trends Impacting Supply Chains in 2026”, da KPMG, a área deixa de atuar prioritariamente na mitigação de riscos e passa a ocupar posição central na estratégia de geração de valor dos negócios.

A principal tendência para o ano é a consolidação do conceito de “valor total” como direcionador estratégico. Mais do que garantir resiliência, as operações de Supply Chain passam a ser cobradas por maximizar resultados em toda a organização, integrando experiência do cliente, eficiência operacional e impacto financeiro de forma transversal.

No eixo da experiência total, a cadeia de suprimentos ganha protagonismo na resposta às demandas reais dos clientes, apoiada por análise avançada de dados, maior integração entre áreas-chave e uso intensivo de automação e inteligência artificial. A expectativa é que a IA avance além das fases de testes e provas de conceito e seja incorporada de forma estruturada a plataformas críticas, como planejamento da cadeia, gestão de riscos e processos de source-to-pay.

 desempenho também passa a ser medido sob uma ótica multidimensional. Além de indicadores financeiros, entram na equação excelência operacional, inovação, sustentabilidade e performance das equipes, ampliando a responsabilidade estratégica da área.

Outra movimentação relevante é a integração do Supply Chain aos modelos de Centros de Serviços Globais (GBS). A tendência é replicar na cadeia de suprimentos a centralização já observada em finanças, recursos humanos e tecnologia, buscando escala, governança e maior visibilidade ponta a ponta.

No campo de compras, o avanço da inteligência artificial agêntica deve transformar a tomada de decisão, automatizando análises complexas, negociações e processos transacionais, com impacto direto em eficiência e redução de riscos.

Para Juan Padial, sócio-diretor de Supply Chain da KPMG Brasil, 2026 consolida a transição da área para uma função essencialmente estratégica. Segundo ele, a combinação entre experiência total, desempenho multidimensional e uso estruturado de inteligência artificial, especialmente em modelos mais centralizados e conectados, será determinante para sustentar crescimento e competitividade em um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Por TI Inside (https://tiinside.com.br/03/03/2026/ia-integrada-e-foco-em-valor-total-marcam-a-virada-do-supply-chain-em-2026-aponta-kpmg/)

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